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Nossa vida está repleta de histórias, algumas boas, outras ruins e outras más contadas, mas são elas que constroem a nossa sabedoria, modo de pensar, condutas e escolhas. Elas fazem parte do nosso passado, presente e futuro. Ou seja, histórias são no mínimo essenciais, né?!

Por isso, para comunicar bem uma mensagem é primordial que contemos histórias, e isso não é apenas uma tendência atual. Há mais de 2000 anos, Jesus já utilizava dessa técnica através das parábolas; indo ainda mais longe, os primeiros seres humanos também usavam o storytelling em seus registros nas paredes; já recentemente, encontramos diversas histórias em memes das redes sociais, divulgações de marcas e podcasts.

Entendendo a importância desta estratégia, realizei um workshop com o Ivan Mizanzuk (ele mesmo, o apresentador do Projeto Humanos) intitulado “Storytelling: Conte boas histórias” e associei o que aprendi com algumas estratégias utilizadas aqui na io! comunica.

 

Character Driven x Story Driven

Story Driven são histórias guiadas pela própria história, normalmente não há aprofundamento nos sentimentos e motivações dos personagens, pois a atenção do autor está focada nos acontecimentos e espaço. Exemplo: Senhor dos Anéis.

Já o Character Driven é quando a história é levada pelos personagens, deixando o conteúdo muito mais humanizado, fazendo com que o espectador se identifique com as figuras retratadas. Ex: Sandman.

Escolher um desses para julgar como melhor, certamente seria um erro, já que ambas possuem suas qualidades e objetivos diferentes. Contudo, para se comunicar adequadamente com o usuário, é recomendável utilizar o Character Driven, afinal, se o objetivo é vender, o cliente precisa se enxergar usufruindo da marca.

Abaixo, um exemplo que utilizamos para o cliente Crimark.

 

Mostre, não diga!

“O problema de promessas é que elas são vazias”.

No Storytelling não dizemos que determinado produto é bom, nós mostramos. Utilizar adjetivos matam a história, o objetivo é envolver, para que o espectador tire a conclusão se ele se identifica com determinada história ou não. Por isso, atualmente, é tão importante que as marcas estejam engajadas em causas e deixem claro quais são os seus reais valores.

 

Por que quero mostrar isso?

Em seu workshop, Ivan Mizanzuk destacou uma fórmula criada por Alex Blumberg chamada XY. Ela é formada basicamente pelo seguinte conceito: “Vou contar uma história sobre X. E ela é importante porque Y”.

Essa estrutura é importante para entendermos se realmente temos do que falar e porque é relevante que as pessoas saibam sobre este assunto. O “X” é um tópico qualquer, o assunto principal, a descrição do que será feito. O segredo mesmo está no “Y” que precisa ser especial, o molho que torna a ideia indispensável. Exemplo:

“Vou contar uma história sobre as vitórias dos pacientes de câncer de mama através de uma ação online e off-line que mobilizará diretamente centenas de pessoas nas quais terão acesso ao conteúdo. E ela é importante porque mostra os novos olhares que pacientes e ex pacientes têm sobre a vida após a doença”. Entendeu?!

 

Estrutura do Storytelling

Para micro histórias, como trabalhamos na divulgação da marca dos nossos clientes, há uma estrutura que pode ser seguida para chamar ainda mais atenção do leitor. Ela pode ser utilizada em textos, roteiros de vídeos e rádios e até mesmo em legendas.

Ação – É o início da história. Exemplo: “Quando eu cheguei na io! comunica…”

Detalhes curiosos – É descrever, para que o espectador construa o cenário mentalmente. “… as luzes estavam todas apagadas”

Punchline – Fecho a primeira curiosidade e trago uma segunda curiosidade. “Após movimentar as mãos em direção ao sensor, as luzes se acendem. Então, vejo o reflexo da Gretchen refletido no espelho”

Reflexão – A história para por um instante para que o narrador possa refletir o acontecimento anterior. “Será que a Gretchen é a nova social media da agência? ”

E assim a estrutura vai se repetindo ou não, até finalizar a história. Normalmente, a reflexão aparece esporadicamente, não em todas as repetições da estrutura.

Todas as dicas acima foram baseadas no workshop do Ivan, mas obviamente não é um molde, ele pode ser explorado de diversas maneiras, o essencial é que a história tenha movimento, seja interessante e relevante para todos que terão acesso a ela.

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