em Blog, Contatos Imediatos

Se você é jundiaiense, certamente já viu ou ouviu falar. Mas você sabia por que a Ponte Torta é tão importante para a cidade?

TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO

Por que a Ponte Torta tem este nome? Qual o motivo de ela ser um dos maiores símbolos de Jundiaí? Afinal, o que tem de tão especial nessa Ponte?

Olá, meu nome é Julie Braghetto e está começando mais um Contatos Imediatos, podcast da io!comunica. Fique com o episódio de hoje sobre a famosa Ponte Torta de Jundiaí!

“As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes” do livro O Pequeno Príncipe.

Ponte Redonda, Ponte dos Bondes, Ponte do Arco ou, popularmente conhecida, Ponte Torta. Se você é ou frequenta constantemente a cidade de Jundiaí, com certeza sabe do que estou falando.

Com 50 mil tijolos, 17 metros de altura e 8 metros de comprimento, a ponte que fica sobre o Rio Guapeva foi criada entre 1888 e 1889, com o objetivo de ligar o centro da cidade a estação ferroviária, localizada no bairro Vila Arens.

Ela foi construída pelo pedreiro italiano Paschoal Solatto e o engenheiro responsável Willian Harr. Seu estilo em tijolos, foi uma técnica construtiva trazida por imigrantes do século XIX.

Apesar do nome, de torta a ponte não tem nada. Ela ficou conhecida dessa maneira, porque antigamente, ao lado, passava uma rua, no qual era realmente torta.

Na ponte, transitavam bondes puxados por burros, pequenas carretas com minérios, e pessoas.

No entanto, a Ponte Torta estava se tornando pequena demais para Jundiaí. Com o passar dos anos, ela não suportava mais tamanha quantidade de veículos e pessoas. Sendo assim, em 1897, a ponte ganhou degraus e foi aberta para trânsito apenas de pessoas.

Nessa época, a ponte era cenário para casais apaixonados, que sentavam em um banco alinhado a sua escada.

Até chegar o dia em que o rio pedisse mais espaço, afinal, começaram a acontecer enchentes. Com isso, foi necessário alargar o rio, tornando a Ponte intransitável. Aí então, iniciou sua decadência.

Em 1980, houve até um movimento organizado por moradores que exigiam sua demolição. Afinal, para quê manter uma ponte intransitável em um dos locais mais importantes da cidade?

“Não se trata de voltar ao passado. Trata-se de não querer nega-lo. Recordar tijolo por tijolo. A abstração concretizada. O sonho contado. A ilusão perdida. A quimera. A utopia. Pequenas realidades expostas à luz da insignificância do nosso egocentrismo que é como chegamos a um consenso coletivo. Coração à luz da razão. Instantes eternos. O efêmero, tijolinho, constituindo o eterno: pirâmides, palácios e palacetes, teatros, edifícios, arranha céus, logradouros, monumentos, estradas, túneis, pontes. Uma Ponte Torta.”

Picôco Barbaro.

Felizmente, outras pessoas entendiam a importância da Ponte Torta, afinal, além de todos os aspectos sentimentais e arquitetônicos, ela guarda um pouco da história do transporte coletivo da cidade. Já que com ela conseguimos entender a transformação urbana de Jundiaí.

Sendo assim, dia 14 de agosto de 2007, a Ponte Torta se tornou patrimônio histórico da cidade. Mesmo assim, ela não era devidamente valorizada, sendo alvo de pichadores e até mesmo pombos, que defecavam no patrimônio.

Até que em 2015, um projeto repaginou a nossa querida Ponte Torta, mantendo-a linda, contudo, mais resistente.

Desde então, o local voltou a ser frequentado pela população. Desde skatistas que praticam o esporte ao seu redor, a eventos noturnos que agitam a cidade tendo como cenário a belíssima Ponte Torta.

Não podemos esquecer também da referência que ela se tornou, ganhando até mesmo um bloco carnavalesco com o seu nome e sendo homenageada com uma cachaça, produzida pela Vinícola Castanho.

 

E aí, gostou deste episódio? Então assina o nosso podcast que em breve terá outro episódio sobre pessoas e lugares de Jundiaí. Também gostaríamos do seu feedback, comente lá no Facebook da io!comunica.

Agradeço também a participação da Renata Susigan neste episódio.

Por hoje é só, até a próxima!

 

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Julie Braghetto

Produção e narração: Julie Braghetto, Rafael Godoy e Renata Susigan.

Edição: Matheus Oliveira

 

LINKS:

https://www.youtube.com/watch?v=LQFhiav4RiI

https://turismo.jundiai.sp.gov.br/atrativos/patrimonio-historico/ponte-torta/

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/morar/2016/12/1838062-apos-128-anos-jundiai-faz-as-pazes-com-a-sua-ponte-torta.shtml

http://www.jundiainet.com.br/blog-conteudo/1332/ponte-torta-comemora-revitalizacao-com-musica-em-homenagem-aos-360-anos

https://estudiosarasa.com.br/ponte-torta-cada-vez-mais-viva-na-historia-de-jundiai-2/

https://turismo.jundiai.sp.gov.br/2015/12/jundiaienses-comemoram-recuperacao-da-ponte-torta/

Comentarios

Comentarios

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar

%d blogueiros gostam disto: