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A primeira palestra da Pixel Show 2018 foi com a Raiza Costa. Seu trabalho ficou conhecido através do seu canal de culinária no Youtube, o Dulce Delight, criado em 2010, entre outros programas no GNT. Raiza é formada em Artes Visuais e frequentou o The French Culinary Institute of Nova York, cidade onde vive atualmente.

Sua palestra começou com uma frase interessante que ela cita como a falta de recursos incentiva a criatividade, “é quando você descobre quem você é como artista, o que posso usar que está ao meu alcance que pode transmitir minha mensagem com eficiência”. Ela diz que você nunca começa como um expert, erros irão acontecer e não devem ser levados tão a sério.

O processo de criação pode ser diferente para cada indivíduo, mas para Raiza você não deve consumir mais do que cria, antes de procurar referências. Tenha sempre papel em mãos e se desconecte do mundo online usando os seus conhecimentos e vivencias.

Outro ponto importante antes de começar qualquer projeto é ter definido o tema principal. O processo criativo pode te dispersar se você não começar com um foco, tornando o seu trabalho ainda mais complicado. Trabalhar com a mente é sempre um desafio.

O ponto principal da palestra foi a importância do storytelling e como prender o telespectador. Raiza conta que sem uma história bem contada dificilmente o internauta veria seu vídeo completo, mas se você usa de uma história concisa com começo, meio e fim, acaba obrigando e instigando quem estiver a ver o conteúdo completo. Para completar ela lembrou da importância da coerência visual com a narrativa.

No final da palestra de uma hora ela pede para nós “desromantizarmos” o processo criativo: “trabalhar com a mente não é menos cansativo que qualquer trabalho braçal, mas com dedicação e persistência chegaremos a um resultado lindo e que encherá o olho de quem está vendo de vida”.

E as palestras não param, em seguida já temos Pol Kurucz, um francês que mora no Brasil há cinco anos, com seus trabalhos excêntricos de arte e moda. Ele trouxe um questionamento intrigante em contrapartida de Raiza, a criatividade sem processos.

Ele começa dizendo que suas fotos são um eu projetado: “se meus trabalhos não transmitem o meu eu, são cópias e não criações”. Mas há semelhanças no seu discurso com o de Raiza, pois ele diz que para começar uma criação você deve se distanciar do que gosta e procurar o seu eu antes de ir atrás de referências. Podemos dizer que achamos um ponto em comum entre os dois criativos, não concorda?

Diferente de Raiza que bebe da cultura Pin-up dos anos 30 e 50, Pol já vai para o inesperado. Ele pede para irmos a lugares que nunca iriamos por vontade própria. “Se surpreenda par ter novas inspirações.” Nos seus trabalhos ele busca o elemento surpresa, usando de elementos que instigam por não serem possíveis no mundo real. A curiosidade é uma ótima arma para prender a atenção do seu público.

Um ponto interessante levantado é o motivo de suas fotos serem protagonizadas majoritariamente por mulheres. Ele diz que as mulheres passaram décadas sem poderem se expressar, por isso elas carregam mais camadas e sentimentos que por muitos anos estavam escondidos, o que é interessante para suas fotografias.

Aprendemos que no processo criativo não existe certo ou errado, o que existe é o que mais funciona para você, e são através de erros e acertos que chegaremos no melhor. Pra você, quais são os processos mais eficazes? Conta pra gente.

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