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Sempre fui fã da escola de inovação Perestroika, mas ainda não tive a oportunidade de fazer um curso por lá. Quando preparei a primeira triagem de palestra das 17h30 da sexta-feira no Hacktown, escolhi na hora uma de um dos professores da escola, Fábio Amado, que abordou o papel do Facilitador nas empresas.

Para começar, ele lançou um desafio para entendermos a diferença entre um líder e um facilitador, ao incentivar as pessoas procurarem no Google Imagens as referências visuais que apareciam para cada um dos termos. O líder sempre é retratado como aquele que está a frente e o facilitador, ao lado, ajudando. Ambos são essenciais para as empresas, mas em novos ambientes e processos colaborativos, um profissional facilitador tem um papel essencial para potencializar reuniões e ajudar a projetos sairem do papel.

O facilitador tem o dom de tornar algo simples. Ele irá sintetizar reuniões que se perdem (quem nunca se viu em uma reunião, para fazer outra reunião, para definir em outra reunião?), extrair o melhor de todos da equipe, questionar e provocar. Ele é o maestro em uma orquestra, afinal não precisa tocar todos os instrumentos, mas sim ter o conhecimento profundo e sabe como ajudar sempre pensando no resultado final.

Faça uma reflexão agora e visualize quem dentro da sua empresa é esse profissional. Sempre temos alguém mais desinibido, que tem um trâmite livre entre departamentos, possui empatia com a equipe e que gera confiança natural. Lembrando que o facilitador precisa ser ativo, porém neutro.

Com a escolha de um ou mais facilitadores para seus projetos, é hora da mão na massa. Que tipo de ferramenta você irá usar para as suas reuniões serem produtivas? Quais os meios serão trabalhados para conectar pontos?

Primeiro é preciso preparar o ambiente para facilitar a tomada de decisão. O tempo deve ser dividido em 70% Inspiração (aquele momento de buscar referências, de jogar ideias) e os outros 30% Transpiração (com a mão na massa). Uma pessoa inspirada produz melhor. Portanto, use a primeira para não entregar soluções.

Monte uma agenda com cronograma, possíveis atrasos, mas principalmente com a definição de responsáveis, temas, expectativas de entrega. Quanto mais organizada, mais preparada estará toda a equipe.

No momento da apresentação, alguns detalhes podem parecer bobos, mas o facilitador precisa esperar pelo silêncip para ganhar a atenção. Senão, sempre vai ter o ´desavisado´ que vai perguntar o que é para fazer. Manter contato visual e gesticular ajudam a manter a energia do encontro. Ao mesmo tempo que, se você puder influenciar em uma reunião que irá tomar o dia todo, determine até o menu do almoço. Deixe tudo mais leve!

Quando as ideias começarem a aparecer, esteja presente para orientar. Ideias muito conceituais não devem seguir. É preciso entrar com a prática. Responda a pergunta de Como irá fazer?. É o momento de expandir a zona de conforto.

Não existe certo e errado. Estamos na época da multipluraridade. Na fase de testes. De arriscar. De entender comportamentos volúveis. De suspender suas verdades. De dar valor ainda mais ao tempo, mas principalmente de confiar no processo. Você está disposto a Conectar Pontos?

 

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